Peptídeo está entre os temas em que os detalhes importam mais que as manchetes. Esta página reúne contexto, mecanismos e os pontos práticos mais consultados.
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=== Exposição “A Voz das Vítimas” === No dia 14 de Abril de 2011, foi inaugurada no edifício do Aljube uma exposição promovida pela Fundação Mário Soares, pelo Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa e pelo NAM - Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! Essa exposição documental, com recurso a meios audiovisuais, pretende dar a conhecer, devidamente contextualizados, aspectos essenciais da repressão durante a ditadura (1948-1974), ao mesmo tempo que mostra os vestígios arqueológicos encontrados no Aljube. Com esse objectivo inclui a reconstituição do Parlatório e dos curros, dando voz às vítimas que passaram pelas cadeias da ditadura, “para honrar a sua memória e o seu sacrifício”.
Fontes: pt.wikipedia.org
=== Testemunhos === Carlos Brito, Tempo de subversão. Páginas vividas da resistência. Lisboa: Ed. Avante! - Col. Resistência, 1998. Sobre os curros: «as famosas gavetas ou “catacumbas”», algumas das quais com «o comprimento de uma tarimba» e cuja «largura era mais ou menos igual e não superior a uma cama de um corpo (da tarimba que era estreita sobravam uns 15 centímetros)». O «curro» era fechado «por duas portas, uma gradeada» e «outra de madeira, que estava normalmente fechada, apenas com um pequeno postigo para o guarda espreitar». Como este «estava muitas vezes fechado para o presos não poderem olhar para fora», «as celas estavam quase todo o dia mergulhadas numa semi-obscuridade». Francisco Martins Rodrigues, Os anos do Silêncio, Lisboa, Abrense Editora, 2008 A minha gaveta, como era chamada nesse tempo, tinha 1,20 por 3 metros. Eu já sabia que nem todas eram iguais de comprimento; esta devia ser das menores. Ainda para mais, um gradão dentro dela, separando-me da porta, roubava uma parte do pouco espaço disponível. Havia um bailique (um estrado de madeira, com uma enxerga e um travesseiro de palha), onde pousei as mantas. Às apalpadelas, percebi que o bailique tinha dobradiças e se podia levantar, encostado à parede. Ficava assim livre o meu espaço para andar: quatro passos para um lado, encostar a cara ao ferro frio do gradão ferrugento, meia volta, quatro passos até à parede, meia volta… Jaime Serra, Eles têm o Direito de Saber – Páginas da luta clandestina, Ed.
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Avante, 1997 Passei seis meses incomunicável numa cela do Aljube, tendo-me sido apenas permitido receber, durante todos esses meses, três ou quatro visitas da família, sempre na sede da PIDE e na presença dos agentes. Enviava roupa para casa, para lavar, de oito em oito dias. Foi por essa via que fiz sair várias mensagens para o exterior, escritas no interior das mangas das camisas ou em folhas de mortalha, utilizando uns bicos de lápis que a Laura metia dentro da fruta. Os seis meses passados no Aljube foram extremamente penosos. Sem livros, sem jornais, sem poder escrever e sem visitas, tinha que «inventar» formas de passar o tempo. Numa cela individual de cerca de quatro metros quadrados, contavam-se não só os dias como as horas e os minutos. Tudo isto, com chamadas súbitas à sede da PIDE, a qualquer hora, para novos interrogatórios... João Gomes, Forum Abel Varzim, Desenvolvimento e Solidariedade/MEMÓRIAS do «GOLPE da SÉ» - Três protagonistas, três testemunhos No princípio, na fase de averiguações, fui mandado para os curros do Aljube, um espaço escuro, onde mal cabia o catre. Daqui era conduzido à sede da P.I.D.E.. Recordo que do interrogatório além de dados sobre a minha participação no dito golpe [Golpe da Sé, 11 para 12 de Março de 1959]a Policia Politica estava interessada em conhecer pormenores sabre os meus contactos com D. António Ferreira Gomes, o destemido Bispo do Porto. João Honrado, Arquivo do Tribunal da Boa Hora no ANTT, pr. 15.531 C, 1.º Juízo Criminal, autos de querela, fl.
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522 Em 1962, a direcção do Aljube ordenou que se tapasse a janela da cela de João Honrado, durante quatro dias, impediu-o de lavar a roupa e, na prática, as visitas a que tinha direito, pois a família vivia em Beja e não tinha dinheiro para a deslocação. Joaquim Pinto de Andrade, Declarações de Joaquim Pinto de Andrade no Tribunal Plenário, 1971 O padre angolano Joaquim da Rocha Pinto de Andrade descreveu as condições do Aljube, onde esteve preso, pela terceira vez. Contou ter sido «lançado numa enxovia estreitíssima, de um metro de largura por dois de comprimento, onde a luz e o ar entravam por um postigo de 15 x 20 cm., filtrados através de duas férreas portas, postigo, aliás permanentemente fechado». A «tarimba que lhe servia de cama era apenas provida de um enxergão, duro como pedra e cheio de nós que lhe faziam doer o corpo», tão «sebento que para evitar o seu contacto nojento, ele tinha de dormir agachado sobre uma toalha de rosto», pois era proibido usar lençóis. «Sentado na tarimba, os joelhos roçavam a parede», sem haver o mais pequeno espaço para se mover, numa penumbra que lhe arruinara os olhos. Quanto às necessidades fisiológicas, todas se passavam com a porta da retrete escancarada, sob o olhar vigilante do carcereiro. José Hipólito dos Santos, Caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/ Já de madrugada, fui levado para o Aljube, para os «curros», onde acabei por ficar 127 dias. Neste período estive «ausentado» três vezes, num total de 23 dias e noites sem dormir, na sede da PIDE.
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Peptídeo é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre Peptídeo apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=Peptídeo)
Nem todos os mecanismos estão demonstrados e um estudo isolado não é evidência global. As questões abertas são sinalizadas.%!(EXTRA string=Peptídeo)